De acordo com o senhor Aldo Vendramin, os cavalos Crioulos são parte essencial da cultura gaúcha, reconhecidos por sua resistência, força e aptidão para o trabalho no campo. Originários da América do Sul, esses animais desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento das atividades rurais, especialmente na lida com o gado. Sua importância vai além da funcionalidade, sendo um símbolo da tradição e do orgulho do homem do campo.
Mas como surgiu essa raça? Quais são suas principais características genéticas? E como está o mercado para esses animais? Vamos explorar essas questões a seguir.
Como surgiu a raça Crioula?
A origem do Cavalo Crioulo remonta ao século XVI, quando os colonizadores espanhóis trouxeram cavalos da Península Ibérica para a América do Sul. Esses animais foram soltos no pampa e, ao longo dos séculos, desenvolveram características de rusticidade e resistência devido às adversidades climáticas e à seleção natural. O resultado foi um cavalo ágil, forte e adaptado ao ambiente gaúcho.

A seleção genética começou a ser feita de forma mais criteriosa no século XX, consolidando o padrão da raça. Em 1932, foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), que regulamenta o registro e a reprodução dos animais. Desde então, como frisa Aldo Vendramin, a raça tem sido aprimorada, mantendo a essência dos cavalos que conquistaram os pampas.
Quais são as características genéticas do Cavalo Crioulo?
O Cavalo Crioulo se destaca por seu porte compacto, musculatura robusta e cascos fortes, características que lhe conferem grande resistência. Além disso, possui uma pelagem variada, sendo comuns cores como tordilho, zaino, colorado e gateado. Sua altura média varia entre 1,40 e 1,50 metros, tornando-o um animal ágil e versátil para diversas atividades.
Conforme apresenta Aldo Vendramin, outro fator importante é a inteligência e a docilidade da raça, facilitando o treinamento e a adaptação a diferentes funções. Graças a sua genética privilegiada, o Crioulo é amplamente utilizado em esportes equestres, como a gineteada e as provas de rédeas. A seleção rigorosa realizada pelos criadores garante a preservação e o aperfeiçoamento das qualidades da raça.
Como está o mercado de Cavalos Crioulos?
O mercado de Cavalos Crioulos está em constante crescimento, impulsionado tanto pelo setor pecuário quanto pelo segmento esportivo. A valorização da raça é evidente nos leilões, onde animais com genética comprovada chegam a cifras milionárias. Além disso, as competições como o Freio de Ouro movimentam a economia do setor, atraindo criadores e investidores de todo o país.
Outro ponto relevante é a exportação da raça para países vizinhos, como Argentina e Uruguai, que também possuem uma forte tradição com os Crioulos. O investimento em genética e o aprimoramento dos treinamentos têm contribuído para a projeção internacional da raça. Dessa forma, como comenta Aldo Vendramin, o Cavalo Crioulo não apenas preserva a cultura gaúcha, mas também se consolida como um ativo econômico importante.
Em conclusão, o Cavalo Crioulo é muito mais do que um símbolo do Rio Grande do Sul: ele representa a história, a resistência e a tradição de um povo. Para o empresário Aldo Vendramin, seja nos campos, nas competições ou nos leilões, essa raça única continua a encantar aqueles que reconhecem sua importância e grandeza. O legado do Cavalo Crioulo está mais forte do que nunca, provando que tradição e modernidade podem andar lado a lado.
Autor: Arkady Prokhorov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital