De acordo com o gestor e consultor técnico, Marcio Velho da Silva, o saneamento básico é um dos pilares mais importantes para a promoção da saúde coletiva nas cidades, especialmente em áreas urbanas que convivem com déficit histórico de infraestrutura.
Inclusive, esse cenário ainda é comum em diversos centros urbanos brasileiros, onde a expansão populacional ocorreu sem o devido acompanhamento dos serviços essenciais. Interessado em saber mais sobre? Continue lendo e entenda a importância da infraestrutura sanitária.
O saneamento básico como a base da prevenção de doenças urbanas
A relação entre saneamento básico e prevenção de doenças é direta e amplamente reconhecida por profissionais da área da saúde e do planejamento urbano. A falta de coleta e tratamento de esgoto, por exemplo, expõe a população ao contato constante com agentes patogênicos presentes na água e no solo, favorecendo surtos de enfermidades intestinais, infecções de pele e outras complicações frequentes em áreas densamente povoadas.
Segundo Marcio Velho da Silva, quando a infraestrutura sanitária é negligenciada, o ambiente urbano passa a concentrar riscos invisíveis, que se manifestam de forma silenciosa e contínua. Canais a céu aberto, ligações irregulares e descarte inadequado de resíduos criam condições propícias para a circulação de bactérias, vírus e parasitas, afetando principalmente crianças e idosos.
Além disso, o saneamento básico contribui para a prevenção ao atuar de forma integrada. Abastecimento de água potável, coleta de esgoto e manejo correto de resíduos formam um conjunto de ações que interrompe o ciclo de transmissão de diversas doenças. Assim, o investimento em obras estruturais se reflete em menos internações, menor absenteísmo no trabalho e maior segurança sanitária para a população urbana.
As principais doenças evitadas com saneamento básico adequado
A ausência de infraestrutura sanitária está diretamente associada ao surgimento de doenças comuns em áreas urbanas vulneráveis. Conforme frisa o gestor Marcio Velho da Silva, antes de apresentar os principais problemas evitáveis, é importante compreender que a prevenção ocorre pela interrupção do contato entre a população e agentes contaminantes presentes no ambiente.
- Doenças de veiculação hídrica: enfermidades transmitidas pela ingestão de água contaminada, que afetam o sistema digestivo e podem causar quadros graves quando não tratadas adequadamente.
- Infecções de pele e olhos: comuns em regiões onde há contato frequente com água poluída ou esgoto a céu aberto, atingindo principalmente crianças.
- Doenças transmitidas por vetores: a falta de drenagem e o acúmulo de resíduos favorecem a proliferação de insetos e animais que atuam como transmissores de enfermidades urbanas.

Segundo o consultor técnico Marcio Velho da Silva, ao estruturar sistemas eficientes de saneamento básico, os municípios conseguem reduzir significativamente esses riscos, promovendo um ambiente mais seguro e saudável. Dessa forma, a prevenção deixa de ser uma resposta pontual e passa a integrar a lógica do desenvolvimento urbano sustentável.
A relação entre a infraestrutura sanitária e a qualidade de vida nas cidades
Por fim, os impactos do saneamento básico vão além da saúde física e alcançam a qualidade de vida de forma mais ampla. Ambientes urbanos com redes adequadas de água e esgoto apresentam melhores condições de moradia, valorização imobiliária e maior sensação de bem-estar entre os moradores.
Dessa forma, a presença de infraestrutura sanitária eficiente contribui para a dignidade das famílias e para a redução das desigualdades sociais, como pontua Marcio Velho da Silva. Ao mesmo tempo, o saneamento básico fortalece a relação entre o cidadão e o território onde vive. Ruas mais limpas, ausência de odores e redução de focos de contaminação criam um ambiente propício à convivência e ao uso dos espaços públicos, refletindo diretamente na saúde coletiva.
O saneamento básico como o caminho para cidades mais saudáveis
Em conclusão, a análise da relação entre infraestrutura sanitária e prevenção de doenças mostra que o saneamento básico é um elemento central para a construção de cidades mais saudáveis. Assim, ao investir em obras estruturantes, os municípios não apenas reduzem enfermidades, mas também criam bases sólidas para o desenvolvimento urbano sustentável e para a melhoria contínua da qualidade de vida.
Autor: Arkady Prokhorov


